Sem mais.
temet nosce
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Da raiva.
Mais uma
vez, entre suspiros e hesitações, abro outra página em branco para
despejar algumas palavras. Quero que elas façam sentido. Quero que
elas machuquem, quebrem, destorçam qualquer pedaço mim mesmo que
encontrarem. É assim que me sinto. Quero também um alívio.
Gostaria de poder dizer que o que sinto agora é o melhor caminho
para se seguir, e que vai dar tudo certo. Mas não é, e eu sei
disso.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Castelo de Máscaras
Aquele frio já não é mais confortável
Tornou-se ardente e quase quente;
Difícil de suportar;
Queima com a voracidade da mente
Que tenta impôr,
Que corrompe purezas
É o resultado imediato do procurar
Por máscaras, descobri-las antes
De construir qualquer sustentação
Mas, se a aparência torna segura
A construção: Eis, meu caro Amigo!,
Pode, então, tudo ser em vão.
Tornou-se ardente e quase quente;
Difícil de suportar;
Queima com a voracidade da mente
Que tenta impôr,
Que corrompe purezas
É o resultado imediato do procurar
Por máscaras, descobri-las antes
De construir qualquer sustentação
Mas, se a aparência torna segura
A construção: Eis, meu caro Amigo!,
Pode, então, tudo ser em vão.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Desabafo.
Escrevo em uma folha em branco
Pois passeando hoje, vi tua casa com a luz da frente acesa
E quis chamar-te – não o fiz
Mas estou tão cheio de esperanças e tão vazio de certezas
Mas estou tão cheio de esperanças e tão vazio de certezas
Que a folha em branco que escolhi é a única cabível a ti
Não me leve a mal, mas não há nada mais
Comovente que a vivacidade do teu olhar
Persegue-me, projetando-se em tons
De verde com gotas de melancolia nua,
Comovente que a vivacidade do teu olhar
Persegue-me, projetando-se em tons
De verde com gotas de melancolia nua,
Nos descansos que procuro
Se a dúvida permeia
é pela reciprocidade daquele momento,
é pela reciprocidade daquele momento,
Atiçada pela poeira do tempo e distância
Às quais, tanto eu quanto você, somos tão alérgicos.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Citação
"[...] a diferencça entre terra e mar não é positiva. Em toda porção de água há um pouco de terra, em toda porção de terra há um pouco de água. De forma que todas as aparencias são enganadoras, visto que fazem parte de um espectro comum. Um pé de mesa não tem nada de positivo, não passa de uma projeção de qualquer coisa. E nenhum de nós é um ser, visto que fisicamente somos contíguos daquilo que nos cerca, visto que psiquicamente nada nos acontece que não seja a expressão das nossas relações com o que no cerca."
sábado, 28 de maio de 2011
Velha cadeira.
Chegamos a nossa casa, inquietos. Certa angústia nos afligia, cortava-nos toda razão, assim como a desilusão mantinha-nos ocupados com nada; era tudo um turbilhão! Vimos em nossa velha cadeira uma possível paz, o que nos custaria experimentá-la?
Sentamo-nos rapidamente; um movimento quase brusco. Confortável, sim, mas nós, inquietos, não nos contentaríamos com isto apenas. Acenderíamos o fumo, queimando-o lentamente, e profundamente tragaríamos – acalmaríamos. E o fluxo da consciência diminuiria assim. Oh, adormecemo-nos então.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
25-04-11
Há tempos isso acontece sem nos darmos conta! A nossa guerra é de dominação espiritual; existem várias etapas que devemos passar para experimentarmos o divino; a diferença de classe, por exemplo, é um absurdo no sentido de ser uma armadilha materialista que devemos transcender a fim de nos libertarmos.
A perseguição do conhecimento protege o ser contra o tempo, pois na busca do entendimento de tal que nos é permitido contemplar, de qualquer maneira que seja, o infinito, e nos é dada a possibilidade de conhecermos e libertar-nos a nós mesmos. E podemos entender também que a política e tudo o que é projetado para nós pela sociedade são nada mais que disfarces do real oculto e dominante, daquele que transcenda essa realidade na qual vivemos. De qualquer jeito, nossa realidade seria um jogo entre inteligências muito mais poderosas e em confronto. O despertar espiritual em antigas civilizações deixou o que hoje tratamos como absurdo, ignorando-o em prol de um ser considerado único e criador de tudo, consideramo-lo como único e julgamo-nos superiores, dando origem ao sentimento de superioridade religiosa em relação ao próximo...
Acredito que essa seja a guerra real existente, que, hoje, é disfarçada daqueles que nada sabem pelos meios de comunicação. O que vemos é apenas efeito colateral, um teatro de fantoches políticos de um conflito que se revelaria muito mais complexo e maior do que podemos imaginar, e que somos apenas seres que não conhecem a natureza do real senão por uma vaga lembrança muitas vezes oculta dentro de nós mesmos, esperando para aflorar e dar continuidade a evolução.
Não será de todo um sacrifício se libertar de tal prisão, e sim um passo a frente no esforço da alma em busca da origem; nossa esquecida capacidade de amarmos uns aos outros e, com isso, recuperar o domínio em nós mesmos e por nós mesmos.
sábado, 30 de abril de 2011
Um espelho não, talvez...
Tenho medo do que nos tornamos; sinto receio ao ver aquilo que pode se mascarar por trás de algum sonho inocente sonhado inocentemente, tornando-se algo tão desumano que vai contra tudo aquilo que grandes espíritos e mentes tentaram nos afastar com seus avisos, guiando-nos para o caminho que devemos realmente percorrer; aquele que ruma nosso interior. Costumo dizer que o conhecimento que nos é realmente útil é aquele que podemos sentir arder no peito, aquele que age em tal sincronia conosco que resulta na mudança imediata do ser e do modo que o é. Mas como poderia tal evolução acontecer, se o contato com o verdadeiro sentir nos é escondido desde os primeiros instantes de nossa vida, e está tão ignorado que nossa mente se recusa a procurá-lo?
Mais uma vez o digo: tenho medo. Talvez seja o medo e a esperança que mantenho acesa que permita em mim uma idéia do caminho, de meu rumo. Talvez seja a sensação de estar desperto que me mantenha procurando por aquilo que perdemos e, quem sabe, tentar mostra as sombras que consigo distinguir aos que estão dispostos a tentar vê-las, mesmo estando tão longe do real.
Por enquanto, apenas digo que me entristeço por vossos olhos cansados e tão dormentes, que já não mais expressam a vida que em ti existe, e tampouco a imaginação de quando outrora sabia sonhar...
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