sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Castelo de Máscaras

Aquele frio já não é mais confortável
Tornou-se ardente e quase quente;
Difícil de suportar;
Queima com a voracidade da mente
Que tenta impôr,
Que corrompe purezas

É o resultado imediato do procurar
Por máscaras, descobri-las antes
De construir qualquer sustentação
Mas, se a aparência torna segura
A construção: Eis, meu caro Amigo!,
Pode, então, tudo ser em vão.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Desabafo.

Escrevo em uma folha em branco
Pois passeando hoje, vi tua casa com a luz da frente acesa
E quis chamar-te – não o fiz
Mas estou tão cheio de esperanças e tão vazio de certezas
Que a folha em branco que escolhi é a única cabível a ti

Não me leve a mal, mas não há nada mais
Comovente que a vivacidade do teu olhar
Persegue-me, projetando-se em tons
De verde com gotas de melancolia nua,
Nos descansos que procuro

Se a dúvida permeia
é pela reciprocidade daquele momento,
Atiçada pela poeira do tempo e distância
Às quais, tanto eu quanto você, somos tão alérgicos.